quarta-feira, 30 de maio de 2012

Feira do Livro do Porto - 31 de maio a 17 junho

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http://www.feiradolivrodoporto.pt/index.php

A Escola no Dia do Fascínio pela Plantas

No dia 18 de Maio, os alunos das salas 4, 5 e 6 do pré escolar e todas as turmas do 1º e 2º anos do 1º ciclo, participaram no Dia do Fascínio Pelas Plantas, na Escola Superior de Biotecnologia da Católica Porto. Os alunos ficaram a conhecer flores comestíveis, cosméticos vegetais, doces e sumos orgânicos, plantas medicinais e aromáticas e fizeram provas de azeites.
Oradores especializados falaram sobre o vegetarianismo, a origem das plantas, os segredos do chá e como tratar de plantas com plantas.
Foram ainda levadas a cabo atividades apoiadas pela Fundação de Serralves e houve lugar a um concurso de fotografia!



O nosso muito obrigada à Marta Wilton Vasconcelos (mãe de um menino do pré-escolar e investigadora na Escola Superior de Biotecnologia da Católica Porto) por convidar a nossa escola a participar neste evento tão produtivo!

terça-feira, 29 de maio de 2012

"O Caracol", pelo 2º A

Deixamos-vos um belíssimo filme realizado pelos meninos do 2º A, após a leitura e intenso diálogo sobre o conto "O Caracol", escrito por Renato Roque, ilustrado por Sérgio Ribeiro e editado em 2011 pela Afrontamento.

Parabéns ao 2º A!



Obrigado à Professora do 2º A pela partilha.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Diário de uma criança à beira do nervoso miudinho


Por Eduardo Sá, revista "Pais & Filhos"

Os pais não servem como despertador. Adormecem de manhã, como todos nós, mas, ao mesmo tempo que levantam a persiana e nos chamam «Meu querido» e coisas assim, querem que, entre a cara lavada e os cereais despachados, façamos dos 0 aos 100 em poucos... minutos.
Entretanto, como convém às pessoas ponderadas, e paramos de nos vestir para pensarmos na vida, eles sofrem de hiperatividade e, em jeito de ameaça, gritam qualquer coisa do género: «Eu juro que me vou embora, e deixo-te aqui!» (que era tudo o que eu mais queria!).
Os pais servem, também, para nos tirar a boa-disposição, antes do trabalho. Enquanto só não chamam «boas pessoas» a todos os senhores automobilistas que, segundo eles, estavam bem era dormir, ouvem (de meia em meia hora!) as mesmas notícias, atendem o telefone, olham 30 vezes para o relógio, melindram-se com a nossa cara de segunda-feira e, sempre que dizem, com voz de pateta: «Quem é o meu tesouro, quem é?», quem faz as contra-ordenações perigosas somos nós!
Os pais servem para imaginar que todas as crianças, ao chegarem à escola, são campeãs de felicidade.
E que nunca nos apetece mandar a nossa professora para a... biblioteca, de castigo, enquanto ela pensa se não será feio mentir (sempre que grita connosco, quando garante, aos nossos pais, que é só doçuras e meiguices...).
Os pais servem, também, para nos ir buscar à escola. E nisso escapam! Mas, independentemente de nos apetecer limpar o pó ao mundo, perguntam (todos os dias!): «Correu bem a escola? e O que foi o almoço?», com tantos pormenores, e no meio de tanta inquietação, que nos provocam brancas e nos levam ao stresse.
Os pais servem para nos deixar nos tempos livres. E, quando pensávamos que podíamos brincar à vontade, (ou não são os tempos... livres?) descobrimos que eles só podem ter sido levados ao engano porque, afinal, nos obrigam a estar, mais uma vez, quietos e calados. E, pior, quando estamos prontos a pedir o livro de reclamações, ora nos castigam com trabalhos de casa ora nos põem, sentadinhos, a ver os mesmos desenhos animados tantas vezes, que nós achamos que isso deve servir para aprendermos a contar até... 100.
Mas os pais servem, também, para trabalhar para a nossa formação desportiva e para o lazer. Quando chegamos à natação, gritam quando não nos queremos despir ali, à frente de toda a gente. Acham que não podemos brincar nem nos balneários nem na piscina. E gritam, outra vez, quando insistimos que os avós e os acompanhantes das outras crianças não deviam saber em que preparos viemos ao mundo.
Os pais servem, também, para zurzir no nosso lado bem-disposto, quando (de regresso ao carro) nos mandam cumprimentar a prima Maria da Glória que, em vez de nos dizer «Olá», delicadamente e com maneiras, nos esborracha contra ela e nos lambuza e, enquanto nos despenteia, duma ponta à outra, nos ofende, de cada vez que diz: «Ai, meu filho, o teu rapaz está tão crescido!....» (Meu filho?... Mas o pai  bateu com a cabeça? Então,    maltratam-lhe o filho, em vez de lhe darem um beijo transformam-no em algodão doce, e ele, ainda por cima, sorri e agradece?...)
Quando, finalmente, entramos em casa e estamos prontos para descansar, os pais servem para nos dizer, contra todas as nossas expectativas: «Primeiro, fazes os trabalhos de casa. Só depois brincas».
E servem para azedar a nossa boa disposição quando, logo a seguir, tratam, como se fosse contrafação, os pacotes de leite, as embalagens de bolachas e as caixinhas com os presentes da Happy Meal que, carinhosamente, tínhamos a dormir ao pé de nós.
Os pais servem para escandalizar, todos os dias, a nossa paciência, ao jantar. Começam por nunca respeitar o nosso: «Já vou!». Vendem-se à publicidade enganosa de cada vez que acham que a sopa de cenoura «faz os olhos bonitos». Servem-nos ervilhas e, carinhosamente (como quem não está muito seguro do produto que promove), chamam-lhe «bolinhas».
E nunca se cansam de nos dizer que a fruta faz bem!
 E, quando o dia não pára de nos surpreender, os pais servem para dizer, todos os dias: «A partir de hoje... tu vais ver!».
E, sempre que estão chateados com o trabalho, para reclamar. Assim: «Ah queres fazer uma birra? Pois vamos ver quem faz a birra maior!...»
E, quando querem quebrar a monotonia dos nossos dias, os pais, servem para pronunciar com alma cada palavra, quando nos estragam com meiguices: «Qualquer dia... eu emigro! Para muito longe! E quero ver como é que vocês se safam!».
Com dias assim, em que o pai e a mãe fazem de Capitão Gancho, quem não se rende à canseira e adormece antes do fim de cada história? E quem é que não cede ao nervoso miudinho e não acorda, a meio da noite, com os nervos em franja? E quem é que não ficaria desolado, no meio de toda a energia renovável que eles têm, quando  perguntam com quem estávamos a sonhar (e nós, não podendo dizer que era com eles), respondemos que temos medo é... do Papão!
Nós gostamos dos pais. Desconfiamos que eles imaginam que passam pouco tempo connosco mas, se for para isto, não temos coragem para os contrariar. Afinal, nós sabemos que todas as pessoas de coração grande têm a cabeça quente.
E nunca pomos em dúvida que só o amor importa. Só não entendemos porque é que os pais tenham de ser esta canseira!
E achamos que, desta maneira, eles nos fazem nervoso miudinho.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Último dia da Feira do Livro na Escola

Termina hoje a Semana da Leitura e  Feira do Livro na nossa Escola.

Tem sido uma semana repleta de atividades dirigidas às crianças do 1º Ciclo e do Pré-Escolar.

Hoje ainda podem visitar a Biblioteca da Escola, onde está a decorrer a Feira do Livro.



V Sarau Cultural - 28 de maio às 21h na Biblioteca Almeida Garrett

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Entrega Prémios Concurso Logótipo - Amanhã às 15.30h

É já amanhã que a APAIS vai entregar os prémios aos vencedores do Concurso "A Associação é de pais mas quem cria o logótipo és tu".

Vamos entregar prémios e diplomas a todos os participantes, portanto não faltem. Todas as crianças da escola podem assistir à entrega dos prémios. Apoiem os vossos colegas e marquem presença neste evento.


Amanhã, dia 24 de maio, às 15.30h no ginásio da Escola!


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Caixa dos Usos Possíveis e Caixa das Coisas Impossíveis





por Tomás Magalhães Carneiro - http://filosofiacritica.wordpress.com/

Projecto FILÓSOFOS A BRINCAR: Filosofia com Crianças no Pré-Escolar e 1º Ciclo

(este artigo surge de uma colaboração regular com a nossa Associação de Pais e Encarregados de Educação )

Dois Exercícios de Filosofia com Crianças: Caixa dos Usos Possíveis e Caixa das Coisas Impossíveis

  


Exercício 1: Caixa dos Usos Possíveis
Os conceitos que usamos para pensar estão normalmente ligados aos seus usos comuns. 


Assim quando vemos um pente pensamos que serve para "pentear", quando vemos um tijolo pensamos que serve para "construir casas", quando vemos um Clip pensamos que serve para "prender folhas", etc. Andamos pela vida e nem nos damos conta que cada um desses objectos contém em si um mundo de possibilidades tão numerosas quanto a nossa imaginação.


Pensar de forma crítica e criativa implica que muitas vezes tenhamos que pensar de forma um pouco diferente do habitual desligada da segurança dos resultados que costumamos obter por pensar de determinada forma. Os problemas com que nos deparamos ao longo da vida, as questões que temos que resolver e as decisões que temos de tomar muitas vezes obrigam-nos a pensar de forma divergente, i.e., a pensar desde um ponto de vista diferente do comum, a pensar em alternativas e outras possibilidades, a arriscar hipóteses e sugestões audazes. 



Este exercício foi desenvolvido para incentivar as nossos crianças a "pisar o risco" e a pensarem de forma corajosa e diferente da habitual, a tomarem um outro ponto de vista sobre as coisas e o mundo contrariando assim a rigidez do pensamento habitual.

Exercício: Apresentar às crianças um objecto comum e perguntar que outros usos ele pode ter.



Pergunta: "Para que outras coisas isto pode servir para além de... (pentear, construir, segurar papeis, etc.)


Sugestões de Objectos: Pente, Cobertor, Tijolo, Clip, Maçaneta da Porta, Cadeira; Copo; Sapato; Camião; Torre Eiffel, Esponja; Lata; Bola de Futebol, etc., etc., etc.

Importante: Quem modera este exercício deve ter o cuidado de não se referir ao objecto pelo seu nome comum pois isso vai condicionar os pensamentos das crianças. Assim, em vez de perguntar "Para quer pode servir o pente" deverá perguntar "Para que pode servir isto?"

Com um grupo de 20 crianças é normal que surjam mais de 40 ou 50 sugestões, que deverão começar pelos usos mais óbvios tornando-se cada vez mais estranhos e afastados do uso comum do objecto à medida que a sua imaginação alimentada pelas contribuições dos amigos vai mudando o tamanho, o material ou mesmo o utilizador do objecto. Desta forma um pente, por exemplo, poderá ter 20 metros de altura ou 2 centímetros, poderá ser feito de metal, de plástico ou de pano, poderá ser usado por humanos, por formigas ou por ET´s. Devemos esperar pelas ideias das crianças e não ter medo do silêncio. Este é necessário para o pensamento acontecer.

Se fizermos este exercício com uma ou poucas crianças (com menos hipóteses de alguém do grupo avançar com uma "ideia maluca") podemos nós mesmo perguntar "Para que poderia isto servir se tivesse 20 metros, se fosse feito de plástico, de pano, etc.


Exercício 2: Caixa das Coisas Impossíveis

Uma variante mais difícil deste exercício e que só deve ser tentada com um grupo mais maduro (com o hábito do Diálogo Filosófico já adquirido) consiste em lançar o seguinte desafio às crianças:

"Vamos pensar em coisas impossíveis."

O moderador da sessão não deve sugerir objectos ou acontecimentos que considere impossíveis mas deixar que as crianças avancem com as suas sugestões. O Diálogo desenrola-se em torno das objecções e perguntas que as crianças vão fazendo umas às outras enquanto tentam decidir se o sugerido é ou não uma “Coisa Impossível”.  



Mais exercícios da CAIXA DE PANDORA aqui: http://filosofiacritica.wordpress.com/caixa-de-pandora/


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Semana da Leitura no Centro Escolar S. Miguel de Nevogilde

Na próxima semana inicia-se a Semana da Leitura e Feira do Livro na nossa Escola. Durante toda a semana existem várias e diferentes atividades para as crianças.

A Escola proporciona a todas as crianças uma semana preenchida com várias atividades dinamizadas por escritores, designers, ilustradores, pintores, professores, encarregados de educação e familiares em horário letivo.



 
Deixamos aqui o programa planeado para a semana: