sexta-feira, 31 de maio de 2013

Há uma “bateria” que avalia competências de leitura e escrita



BACLE - Bateria de Avaliação de Pré-Competências da Leitura e da Escrita dá indicações do desenvolvimento dos alunos. Educadores e professores têm assim noção do caminho a seguir em cada turma.
Quando deixam a pré-escola, muitas crianças já reconhecem letras e escrevem o nome. Essas aprendizagens têm de ser encaixadas e geridas pelos professores do 1.º ciclo para que os mais pequenos continuem motivados no início do seu percurso escolar. Os docentes realçam a importância das atividades de desenvolvimento da consciência fonológica, as brincadeiras com sons e palavras. O doutorado na área da dislexia e professor Rafael Silva Pereira criou a BACLE - Bateria de Avaliação de Pré-Competências da Leitura e da Escrita para avaliar em que nível de desenvolvimento se encontram os mais pequenos. A utilização desta ferramenta, na sua opinião, pode fazer a diferença entre o fracasso ou o sucesso escolar.

Isabel Cabral, professora do 1.º ciclo do ensino básico, nota discrepâncias na leitura e na escrita dos meninos e meninas que passam do pré-escolar para a escola primária. Há os que dominam a leitura e há os que não reconhecem as vogais. O cenário muda na escrita. "Muitos alunos apresentam uma motricidade fina pouco desenvolvida, sendo necessário recorrer ao trabalho de grafismo, e mesmo os que dominam a leitura, poucos são os que dominam a escrita", conta.

A experiência mostra-lhe que as aprendizagens adquiridas no ensino pré-escolar variam muito, os conhecimentos são variados e dispersos e, por isso, a continuidade do trabalho no 1.º ciclo não é assim tão linear. Os professores têm de começar do zero, apresentar letra por letra. "Se a leitura e a escrita é algo que preocupa no início da escolaridade obrigatória, mais preocupante é a não existência ou inconsistência de motricidade fina (que permite usar corretamente material de escrita, tesoura e outros), tornando-se uma barreira urgente a ultrapassar", refere.

Para Isabel Cabral, os conhecimentos prévios da leitura e escrita são importantes, mas de uma forma "simples e nivelada". Até porque, na sua opinião, a entrada no 1.º ciclo é a fase em os processos de escrita e leitura se devem iniciar de forma sistematizada. "A nível do ensino pré-escolar, considero ser mais proveitoso para as crianças um trabalho intenso a nível da fonética do que propriamente a nível da escrita/leitura, assim como um trabalho mais cuidado a nível do desenvolvimento da motricidade".

Cláudia Caseiro é professora do 1.º ciclo há nove anos, sempre no ensino privado. Em seu entender, o trabalho feito no pré-escolar é útil para as aprendizagens no 1.º ciclo. A realidade que lhe passa à frente dos olhos revela-lhe crianças com contacto com a escrita e conscientes da sua importância para o dia a dia. Crianças que sabem escrever e identificar os seus nomes e bocadinhos de palavras, que reconhecem as letras do abecedário, que gostam que lhe sejam lidas histórias. "Já tive três turmas do 1.º ano e, em todas elas, havia pelo menos uma criança que já lia - tendo aprendido autonomamente". "É notória a diferença no desenvolvimento da consciência fonológica nas crianças nesta idade, sendo que as que a têm mais desenvolvida aprendem a ler e a escrever com mais facilidade."

Reconhecer todas as letras antes de entrar para o 1.º ciclo não é fundamental. Cláudia Caseiro defende que é mais importante que as crianças, no pré-escolar, realizem atividades de desenvolvimento da consciência fonológica, associem oralmente palavras iniciadas ou terminadas pelo mesmo som, dividam palavras em sílabas batendo palmas, que brinquem com sons e com as palavras. Há hábitos, no entanto, que custam a perder. "No pré-escolar são trabalhados grafismos, mas apercebo-me que muitas crianças, quando chegam ao 1.º ano, desenham as letras no sentido inverso. É muito difícil para algumas perderem esse ‘vício' e há as que terminam o 4.º ano escrevendo as letras incorretamente, com caligrafias menos legíveis, apesar de todos os esforços", comenta.

Rafael Silva Pereira, doutorado na área da dislexia e professor - atualmente diretor pedagógico da Associação Ester Janz e professor da cadeira de Dificuldades Específicas de Aprendizagem no Mestrado em Educação Especial na Escola Superior de Educação Almeida Garrett - verificou que os instrumentos validados na literatura portuguesa para avaliar, em conjunto, as pré-competências de leitura e escrita, antes do início da aprendizagem formal, eram escassos. Com vontade de criar um mecanismo inovador que possibilitasse uma avaliação e intervenção eficazes neste âmbito criou, com ajuda de Rita Rocha, aluna de mestrado, a BACLE - Bateria de Avaliação de Pré-Competências da Leitura e da Escrita, que já se encontra na terceira edição.

A BACLE nasceu com três objetivos essenciais. Avaliar pré-competências de leitura e escrita em crianças do pré-escolar a iniciar o 1.º ano de escolaridade ou com dificuldades de aprendizagem, identificar o estádio de desenvolvimento das crianças ao nível das pré-competências adquiridas para o início da leitura e escrita, e validar um instrumento prático no âmbito da avaliação de pré-competências para início de leitura e escrita. "É uma mais-valia para que educadores e professores percebam em que estádio estão os seus alunos ao longo do ano", adianta ao EDUCARE.PT. Uma mais-valia para que percebam atempadamente qual o caminho a seguir e detetem quais as dificuldades de aprendizagem na leitura e na escrita logo no início do percurso escolar.

"A BACLE permite assim avaliar a perceção, a produção, a retenção e a simbolização segundo indícios de pré-linguagem, pré-leitura e pré-escrita", sublinha o responsável. "É muito importante numa turma onde se encontram 30 alunos que o professor perceba se pode começar a aplicar determinada aprendizagem", refere. Nesse sentido, a BACLE apresenta um conjunto de exercícios relativos à maturidade percetiva subdividida em perceção auditiva, visual, dominância lateral e reconhecimento dessa dominância, abordando assim o esquema corporal, a orientação espaciotemporal incluindo a identificação em si, a identificação do outro e a posição no espaço gráfico. A "bateria" aborda também o desenvolvimento motor e a motricidade fina, bem como a linguagem oral subdividida em compreensão oral, consciência fonológica e expressão oral.

A "bateria" afere competências, em que estádio de desenvolvimento o aluno se encontra, mais do que definir percentis. "Apesar de este instrumento ter como finalidade uma avaliação global de pré-competências que se interligam umas com as outras, podemos avaliar apenas as áreas consideradas emergentes ou fracas de acordo com os objetivos da avaliação". "Podemos ainda aplicar a BACLE em outras faixas etárias, desde que se perceba que o aluno, independentemente do seu ano de escolaridade, apresenta dificuldades", acrescenta.

Rafael Silva Pereira garante que a BACLE está a ter muita procura em Portugal e não só. O Brasil tem também utilizado esta "bateria". E não é apenas a comunidade educativa que a utiliza, mas também terapeutas da fala e psicólogos. O responsável já pediu uma reunião ao Ministério da Educação e Ciência para abordar o assunto, nomeadamente a adoção da BACLE por parte de educadores e professores.

(Fonte:Educare.pt)

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Parceria APais | Toda a Prova


No âmbito da parceria da APais Nevogilde com a Toda a Prova, aqui fica toda a informação relativa à oferta do Programa de Verão elaborado especialmente para os Associados da nossa APais. 

Para ler o flyer promocional, clique aqui.
Para obter o programa completo de atividades, clique aqui.
Para obter a ficha de inscrição, clique aqui.

Leia cuidadosamente todos estes documentos onde poderá ver esclarecidas as condições de participação neste programa. 
Se ainda assim subsistirem dúvidas ou questões, envie-nos um email.

******

Pode ainda consultar os programas genéricos de Verão oferecidos pela Toda a Prova a que, por ser Associado da APais Nevogilde, tem acesso a preço de protocolo (questões sobre estes programas devem ser dirigidas diretamente à Toda a Prova).

terça-feira, 28 de maio de 2013

"A não gratuitidade das AEC seria desvirtuar o sistema"





Jorge Ascenção é o novo presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais. Aumentar o número de alunos por turma e alterar programas curriculares são medidas que lhe custam a entender.
A defesa intransigente da educação pública global e inclusiva, com qualidade, é um dos principais objetivos da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP). Jorge Ascenção tomou posse, substituindo assim Albino Almeida, e adianta que melhorar a representatividade da CONFAP - passando de um mero cumprimento legal a um cumprimento responsável, fundamentado e assertivo - está nos seus planos. "Seremos uma voz oportuna e profícua", garante.

Jorge Ascenção, presidente da Federação de Pais do Concelho de Gondomar, membro do conselho-geral do Agrupamento de Escolas de Rio Tinto, licenciado em Gestão Financeira, defende uma efetiva autonomia da gestão das escolas para evitar altos e baixos no dia a dia da comunidade educativa. Até porque, na sua opinião, a estabilidade do processo educativo é uma exigência da qualidade da educação pública. A CONFAP continua disponível para discutir e apresentar propostas que respondam ao superior interesse de crianças e jovens.
"É fundamental que os pais e encarregados de educação estejam presentes e, através de uma conjugação de esforços e sinergias, consigam proporcionar o melhor ambiente socioeducativo que lhes permita uma formação integrada no meio em que vivem."


EDUCARE.PT: Quando tomou posse na CONFAP, elegeu como objetivo uma maior participação parental nas escolas. Os pais estão alheados do que se passa nas escolas?
Jorge Ascenção (JA): Não é possível generalizar. Felizmente, há hoje uma maior consciencialização das famílias, e da comunidade educativa em geral, da importância de se construírem parcerias, de conhecerem e de se envolverem mais nas escolas. As associações de pais, enquanto estrutura organizada representativa dos pais e encarregados de educação, serão a via mais correta de participação dos mesmos na construção destas parcerias. No entanto, há também um conjunto relevante de pais e encarregados de educação que ainda não terá entendido a importância da sua participação e do seu contributo para uma melhor escola, julgando que dos seus filhos tratam eles, o que não deixa de ser verdade, mas há que entender a dimensão social da escola e da educação e que as crianças e jovens não se desenvolvem isoladas do meio que as envolve. Assim, é fundamental que os pais e encarregados de educação estejam presentes e, através de uma conjugação de esforços e sinergias, consigam proporcionar o melhor ambiente socioeducativo que lhes permita uma formação integrada no meio em que vivem.

Por outro lado, é ainda necessário que a escola e alguns dos seus profissionais se vão libertando de preconceitos ainda existentes e entendam a participação da comunidade na e com a escola, como uma mais-valia. Hoje, com uma escola global e que se pretende inclusa, é essencial que as crianças e jovens sejam acolhidos na sua plenitude ou se preferirmos nas suas diferentes dimensões. É assim crucial que as famílias e as escolas conheçam e consigam entender os comportamentos e atitudes das crianças e dos jovens, quer em contexto escolar quer em contexto familiar, já que nem sempre as reações são semelhantes perante situações idênticas mas que ocorrem em contextos distintos. É o que queremos dizer com a necessidade das famílias conhecerem os seus filhos enquanto alunos (comportamentos e atitudes na escola, convivência com os colegas e com os professores) e que as Escolas entendam os seus alunos enquanto filhos (atitudes e reações perante os pais e irmãos). É fundamental conhecer o perfil emocional das crianças e dos jovens.

É, pois, nosso objetivo contribuir para uma maior e mais esclarecida participação dos pais e encarregados de educação nas escolas, e sobretudo que o nosso contributo seja no sentido de se estabelecerem verdadeiras parcerias entre as escolas e as respetivas associações de pais e de encarregados de educação.

LEIA O RESTANTE AQUI

(Fonte: Educare)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Matemática dos nossos filhos na Livraria Salta Folhinhas



Deixamos aqui uma sugestão para o seu domingo à tarde na Salta Folhinhas.




Semana da Leitura no Centro Escolar S. Miguel de Nevogilde

É já na próxima semana que se inicia na nossa escola a Semana da Leitura e Feira do Livro. 


A Escola proporciona a todas as crianças uma semana preenchida com várias atividades dinamizadas por escritores, designers, ilustradores, pintores, professores, encarregados de educação e familiares em horário letivo.


 
Deixamos aqui o programa planeado para a semana:



quarta-feira, 22 de maio de 2013

Crianças: Educação física reduz risco de obesidade

Crianças: Educação física reduz risco de obesidade



Aumentar a duração das aulas de educação física pode reduzir a probabilidade de as crianças virem a sofrer de obesidade. A conclusão é de um novo estudo desenvolvido por investigadores norte-americanos que, pela primeira vez, traz evidências acerca do impacto direto destas aulas no peso dos estudantes do ensino primário e básico. 
 
A investigação foi levada a cabo por John Cawley, professor da Cornell University, nos EUA, que trabalhou em conjunto com dois colegas de outras instituições de ensino universitário na análise de dados do Early Childhood Longitudinal Study, Kindergarten-Cohort (ECLS-K).

Trata-se de um estudo que recolheu números acerca da saúde e dos hábitos de recreio de uma amostra representativa de alunos desde o jardim de infância até ao 5º ano de escolaridade entre 1998-98 e 2004.
 
A decisão de estudar esta questão surgiu na sequência do facto de, considerando os elevados números de obesidade nos EUA, muitas organizações daquele país terem começado a defender o aumento da duração das aulas de educação física, recomendando que as crianças com idade até 17 anos passassem pelo menos uma hora por dia a fazer exercício físico. 

Aulas mais longas podem ser arma contra a obesidade
 
De acordo com este estudo, aulas de educação física mais longas podem, de facto, ser uma boa solução no combate à obesidade infantil, pelo que Cawley e os colegas recomendam que, no caso norte-americano, os estados que estejam empenhados em reduzir este flagelo aumentem "a duração obrigatória das aulas de educação física".  
 
Para chegar a esta conclusão, os investigadores compararam o peso e o índice de massa corporal dos estudantes que integraram o ECLS-K estado a estado e concluíram que acrescentar 60 minutos por semana de educação física à carga horária dos alunos reduziu o risco de obesidade entre os estudantes do 5º ano em 4,8%. 
 
O trabalho dos especialistas norte-americanos revelou, porém, diferenças nos efeitos obtidos através do aumento da duração das aulas de educação física consoante o género: este aumento mostrou ser mais benéfico para os rapazes (reduzindo significamente o seu peso), não apresentando impacto significativo no peso das raparigas.
 
Segundo os investigadores, esta diferença pode dever-se ao facto de, para os rapazes, a educação física ser, muitas vezes, complementada com outras atividades extracurriculares que incentivam ao exercício (como os desportos coletivos praticados fora da escola), ao passo que, para as raparigas, a educação física parece "substituir" a necessidade desse tipo de atividade em vez de a complementar. 
 
De realçar que a equipa constatou também, ao longo do estudo, que passar mais tempo nas aulas de educação física não teve, em qualquer medida, consequências negativas ao nível do desempenho escolar nas outras disciplinas.

Fonte: boasnotícias.sapo.pt

segunda-feira, 20 de maio de 2013

25 de Maio - Evento Solidário a favor da "Associação Casa do Caminho


Deixamos aqui o convite para participar no evento Conversas com Pais na Rede, no dia 25 de maio das 10h às 18.30h.
São várias as atividades, sendo que às 11h realiza-se a Hora do Conto, que contará com a dinamização do Prof. Francisco Guimarães (prof. da AECs de musica no pré-escola na nossa escola).

O evento pretende também recolher produtos  ( Consultar lista ),para ajudar a Associação Casa do Caminho  (http://www.casadocaminho.pt/).



Para mais informações, siga o link https://www.facebook.com/events/172562379569543/.



sexta-feira, 17 de maio de 2013

Parceria APais | Ekilibrium



Mais uma parceria que a APais estabeleceu, desta vez com o Ekilibrium, Centro de Aprendizagem, Saúde e Desenvolvimento. Leia aqui todas as informações e contacte o Ekilibrium dizendo que é Associado da APais Nevogilde para obter condições especiais.

***

No nosso dia-a-dia, enquanto pais, educadores e professores confrontamo-nos com uma série de problemáticas para as quais não temos resposta ou que nos suscitam muitas dúvidas. O Ekilibrium -Centro de Aprendizagem, Saúde e Desenvolvimento- é constituído por uma equipa multidisciplinar especializada (psicólogos, terapeutas da fala, terapeutas ocupacionais e professores) que dá resposta a esta necessidade.

Problemáticas mais frequentes na infância:

•     Dificuldades de Aprendizagem (dislexia, disortografia, discalculia, disgrafia)
Como identificar e intervir? Qual a legislação em vigor? Medidas e apoios?
•    Problemas de Atenção/Concentração/Hiperactividade
Como diagnosticar? Quando medicar? Como podem os professores ajudar? Estratégias mais eficazes?

•    Problemas de Comportamento (birras, desafio, oposição)
Quais as práticas educativas mais adequadas? Castigos e recompensas? Quando e como?

•    Alterações do Sono (dificuldade em adormecer, pesadelos e terrores nocturnos)
Como agir? Rituais adequados de adormecimento? Necessidade de autonomia no sono?

•    Enurese e encoprese
 Urinar na cama até que idade? Qual o treino adequado? Como agir?

•    Problemáticas emocionais (reativas a transições como separação/divórcio dos pais, luto, mudanças de escola…)
Durabilidade dos sintomas? Tipos de guarda? Como falar com as crianças?

•    Problemáticas do desenvolvimento e problemáticas relacionais
 Que tipo de atraso? Autismo ou Asperger? Legislação em vigor? Medidas de apoio? Tipos de intervenção?

•   Outras problemáticas (bullying, isolamento, timidez, dificuldade em fazer amigos)

Contactos:

Rua Cândida Sá de Albergaria, 120
4150-183 Foz do Douro, Porto
22 610 05 23
93 610 74 75
93 443 77 30
ekilibrium.psi@gmail.com


Clique aqui e veja o flyer promocional.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Vida Norte - último dia de recolha amanhã, dia 17


Termina amanhã, dia 17,  a recolha de produtos para a Vida Norte.

A Vida Norte está neste momento com falta de produtos de higiene para os bebés e famílias acompanhadas, nomeadamente: fraldas, creme para assaduras, pasta de dentes, escovas de dentes, leites adaptados, toalhitas e discos de amamentação, ainda pode ajudar!