terça-feira, 10 de março de 2015

Férias da Páscoa no Pavilhão da Água


Este ano o Pavilhão da Água vai organizar férias ativas de páscoa para crianças dos 6 aos 12 anos.

Para mais informações contacte:

Pavilhão da Água
Estrada Interior Circunvalação, 15443
4100-183 Porto
Tel.:(+351) 226151820 Fax: (+351) 226151829 bilheteira@p-agua-porto.pt www.pavilhaodaagua.com

Origem do narcisismo aponta para excesso de elogios dos pais


Estudo em famílias holandesas sugere que a demonstração de amor dos pais ajuda as crianças a ter auto-estima, mas a sua glorificação pode contribuir para uma ideia desproporcionada do valor de si próprias.


Diz-se que uma pessoa centrada em si própria de forma doentia é narcísica. Esta é a definição de narcisismo na entrada deste tema na Enciclopédia Britannica online. E é também uma explicação perfeita sobre o Narciso – o rapaz tão belo que, segundo a mitologia grega, quando se viu reflectido num espelho de água, se enamorou de si próprio. Narciso morreu a olhar para si e nesse lugar nasceu uma flor que ganhou o seu nome.

Ainda não há uma explicação definitiva para a origem desta perturbação da personalidade que tem o nome daquele mito. As duas hipóteses mais importantes sobre este problema levam-nos até ao desenvolvimento psicológico das crianças, mas divergem na explicação. Segundo uma das hipóteses, o narcisismo surge quando os pais valorizam de mais as crianças, e elas acabam por ter uma ideia desproporcionada de si próprias: vêem-se como pessoas privilegiadas. A outra hipótese defende que a causa está em pais que não demonstram amor e não valorizam suficientemente os filhos. As crianças, por sua vez, tentam colocar-se num pedestal para terem a aprovação de terceiros, que não receberam dos pais.

Uma equipa a trabalhar na Holanda analisou o desenvolvimento das crianças à procura da origem do narcisismo, testando as duas hipóteses. Os investigadores observaram uma associação entre a glorificação dos filhos e a existência e manutenção dos traços narcísicos, conclui um artigo publicado nesta segunda-feira na revista Proceedings of the National Academy of Sciences dos Estados Unidos.

Nas últimas décadas, mais especificamente nas camadas mais jovens das sociedades ocidentais, o narcisismo tem aumentado, adianta o artigo. As características do narcisismo vão para lá do enamoramento por nós próprios. Podem passar por usar terceiros para ganhos próprios, por acharmos que somos melhores e que temos mais direitos do que os outros, e pela constante procura de aprovação e elogio.

As consequências desta perturbação não são benignas, descrevem os autores no artigo: “Quando os narcisistas se sentem humilhados, tendem a responder com agressividade, ou até mesmo violentamente. Os narcisistas também têm um risco acrescido de problemas de saúde mental, como dependências de drogas, depressão e ansiedade.”

Agora, o estudo de Eddie Brummelman, na Universidade de Utrecht, na Holanda, e colegas analisou 565 crianças entre os 7 e os 11 anos. A cada uma foi feito um inquérito de seis em seis meses, durante dois anos, para aferir se tinham traços de personalidade narcísica e para avaliar a sua auto-estima. Frases no inquérito como “Miúdos como eu merecem algo extra” destinaram-se a permitir avaliar o narcisismo. Enquanto frases como “Miúdos como eu estão felizes consigo próprios como pessoas” avaliaram a auto-estima.

Os autores explicam a dimensão destes dois aspectos. “Apesar de os narcisistas se sentirem superiores aos outros e que têm direito a ter privilégios, não estão necessariamente satisfeitos consigo próprios como pessoas. Ou seja, o narcisismo e a auto-estima captam duas dimensões diferentes do eu. Como dizem os peritos: ‘Uma auto-estima elevada significa pensar-se bem de si mesmo, enquanto o narcisismo envolve uma vontade apaixonada de se pensar bem de si próprio.’ Além disso, ao contrário do narcisismo, a auto-estima elevada é indicativo de níveis mais baixos de ansiedade e de depressão ao longo do tempo.”

O inquérito tinha ainda perguntas sobre o relacionamento que as crianças tinham com o pai e a mãe: “O meu pai/a minha mãe dizem-me que me amam.” Os autores também fizeram inquéritos a 415 mães e a 290 pais destas crianças. Por um lado, quiseram saber se os pais consideravam os filhos mais especiais do que as outras crianças. Por outro, perguntaram aos pais se diziam aos filhos que os amavam.

Com todas estas perguntas, os cientistas puderam distinguir se os traços de narcisismo estavam ligados a uma sobrevalorização dos pais ou à falta de amor. Além disso, também analisaram o papel do amor dos pais na auto-estima das crianças.

Os resultados mostraram que os traços de narcisismo estão associados à sobrevalorização dos filhos ao longo do tempo. “Quando os pais dizem às crianças que elas são mais especiais do que os outros, elas acreditam nisso. Isso poderá não ser bom nem para as crianças nem para a sociedade”, defende Brad Bushman, co-autor do estudo, investigador da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos. Este cientista explica que os pais poderão ter este tipo de atitude com o objectivo de aumentar auto-estima dos filhos. “Mais do que aumentar a auto-estima, as práticas de sobrevalorização podem estar inadvertidamente a aumentar os níveis de narcisismo.”

A equipa não encontrou uma associação entre a falta de demonstração de amor de pais para filhos e o narcisismo. Mas descobriu que quando os filhos diziam, no questionário, que sentiam o amor dos pais, isto permitia prever que a auto-estima seria elevada ao longo do tempo.

Apesar de os cientistas explicarem que a educação será só um dos factores que contribui para o desenvolvimento de uma personalidade narcísica, defendem que “um esforço colectivo para reduzir a sobrevalorização dos pais poderá ajudar a travar o aumento do narcisismo na sociedade”.

Fonte: Jornal Público

quarta-feira, 4 de março de 2015

Educação literária


Conheça aqui as obras de referência da literatura portuguesa e universal indicadas nas Metas Curriculares de Português e no Plano Nacional de Leitura.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Provas Finais de 4º ano

Na página web do IAVE (Instituto de Avaliação Educativa), pode encontrar toda a informação de interesse sobre a Prova de Final de Ciclo do 4º ano:

- Calendário;
- Informações aos pais e encarregados de educação;
- Instruções de realização;
- Critérios gerais de classificação;
- Ferramentas de apoio ao estudo ("Banco de itens");
- Provas realizadas em anos letivos anteriores, etç.

Clique AQUI e fique a conhecer toda a informação.

A todos os alunos de 4º ano desejamos uma BOA PROVA!!!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Atividade fisica e aprendizagem escolar

Vimos partilhar uma mensagem da Direção Geral da Saúde, enviada por Gregória Paixão von Amann*:

Temos cada vez mais evidência cientifica sobre o impacto da Atividade Física na melhoria das aprendizagens escolares.
 
Resumindo:
1.       Depois da prática de atividade física (mesmo sessões pequenas  e simples) as crianças concentram-se mais nas tarefas de sala de aula.
2.       A participação regular em atividade física melhora o desempenho e as funções cerebrais tais como atenção e memória. Estas funções cerebrais são a base da aprendizagem.
3.       O comportamento cerebral, avaliado através da atividade neuronal de um aluno após estar 20mn sentado ou a caminhar, é muito diferente como se pode ver na imagem. Vejam como é após 9 meses neste artigo!


 

Concluindo…atividade física na escola, precisa-se!

 
Coordenadora do Programa Nacional Saúde Escolar | Programa Nacional Prevenção de Acidentes
Médica na Divisão de Estilos de Vida Saudável
Medical Officer at the Division of Healthy Lifestyle

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Alterações de trânsito na zona da escola

A partir de dia 24 de fevereiro há várias alterações de trânsito na zona da Foz, em ruas próximas da nossa escola. Fique a conhecer todas as alterações, nos documentos que aqui publicamos.

Clique aqui para conhecer o edital da C.M. do Porto, com a descrição de todas as alterações.







sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Falta de escrever à mão «pode prejudicar desenvolvimento cerebral de crianças»

Falta de escrever à mão «pode prejudicar desenvolvimento cerebral de crianças»

Uma pesquisa americana sugere que o uso excessivo de teclados e ecrãs sensíveis ao toque ao invés de escrever à mão, com lápis e papel, pode prejudicar o desenvolvimento das crianças.

A neurocientista cognitiva Karin James, da Universidade de Bloomington, nos EUA, estudou a importância da escrita à mão para o desenvolvimento do cérebro da criança.
Para chegar à conclusão de que teclados e telas podem prejudicar este desenvolvimento, a invetsigadora estudou crianças que ainda não sabiam ler - que poderiam ser capazes de identificar letras mas não sabiam como juntá-las para formar palavras.
No estudo, as crianças foram separadas em grupo diferentes: um grupo foi treinado para copiar letras diferentes enquanto outras trabalharam com as letras usando um teclado.
A pesquisa testou a capacidade destas crianças de aprender as letras; mas os cientistas também usaram exames de ressonância magnética para analisar quais as áreas do cérebro que eram activadas e, assim, tentar entender como o cérebro muda enquanto as crianças se familiarizavam com as letras do alfabeto.
O cérebro das crianças foi analisado antes e depois da experiência e os cientistas compararam os dois grupos diferentes, medindo o consumo de oxigénio no cérebro para mensurar a sua actividade.

Os pesquisadores descobriram que o cérebro responde de forma diferente quando aprende através da cópia de letras à mão de quando aprende as letras digitando-as num teclado.
As crianças que trabalharam copiando as letras à mão mostraram padrões de activação do cérebro parecidos com os de pessoas alfabetizadas, que podem ler e escrever. Este não foi o caso com as crianças que usaram o teclado.
O cérebro parece ficar «ligado» e responde de forma diferente às letras quando as crianças aprendem a escreve-las à mão, estabelecendo uma ligação entre o processo de aprender a escrever à mão e o de aprender a ler.
«Os dados do exame do cérebro sugerem que escrever prepara um sistema que facilita a leitura quando as crianças começam a passar por este processo», disse James.
Além disso, desenvolver as habilidades motoras mais sofisticadas necessárias para escrever à mão pode ser benéfico em muitas outras áreas do desenvolvimento cognitivo, acrescentou a pesquisadora.

As descobertas da pesquisa podem ser importantes para formular políticas educacionais.
«Em partes do mundo há uma certa pressa em introduzir computadores nas escolas cada vez mais cedo, isto (esta pesquisa) pode atenuar (esta tendência)», disse Karin James.
Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=759760


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Quantas horas devemos dormir por noite?

tabela_idade_sono

Mais em: http://sleepfoundation.org/media-center

Doze regras para tornar os TPC mais fáceis


Doze regras para tornar os TPC mais fáceis
Depois de um dia inteiro de aulas para os miúdos e um longo dia de trabalho para os mais crescidos, a hora dos trabalhos de casa (TPC), entre banhos, jantar e cansaço, pode revealar-se um grande desafio. Se há crianças que gostam de os realizar e os fazem com entusiasmo, outras evitam-nos até à hora de deitar e transformam-nos num castigo para si e para os pais. 
Como fazer da hora dos TPC um momento sem stress e de partilha entre pais e filhos? Fomos falar com Inês Afonso Marques, psicóloga clínica e coordenadora da área infanto-juvenil da Oficina de Psicologia, e temos 12 dicas preciosas para que todos em casa beneficiem de mais e melhores momentos em família. Sempre sem esquecer que os trabalhos de casa fazem parte das rotinas das crianças, mas que outros temas devem fazer parte das nossas rotinas enquanto família.
 
1. Fazer um intervalo antes dos TPC
Após a chegada do seu filho a casa, e sempre que possível, permita que tenha um breve intervalo, no qual possa lanchar e brincar durante algum tempo e antes do início do período dedicado ao estudo. Idealmente os trabalhos de casa devem ser feitos antes da hora do jantar.
 
2. Escolher um local destinado ao estudo. 
A criança deve ter uma mesa, num local destinado ao estudo, confortável e com boa iluminação e ventilação. Nada de estudar em cima da cama, na mesa da cozinha enquanto os pais fazem o jantar ou no sofá enquanto se vê televisão.
 
3. Ter todo o material à mão ...
Todo o material necessário deve estar na mesa antes de começar a estudar. Isto inclui livros, cadernos diários, canetas, dicionários, calculadora, etc. Sempre que tem de se levantar para ir buscar qualquer coisa interrompe a concentração. Na mesa de estudo SÓ deve estar o material necessário para trabalhar.
 
4. ... e arrumado e organizado
Tudo o que faz falta, e que está em cima da mesa, deve estar arrumado e organizado. Caso contrário, há tempo que se perde na busca da borracha perdida.
 
5. Nada de televisão
Tudo o que pode servir de distracção deve estar fora do alcance do olhar e das mãos. Mantenha longe do olhar da criança a televisão, o rádio, o computador, os livros de BD, o telemóvel, os cromos…
 
6. Criar um horário de estudo
Construa com o seu filho um horário de estudo, adequado à idade e às disciplinas, e que pode ser alterado em função do sucesso do mesmo. 
 
7. Não deixar que o tempo dos TPC se arraste
Coloque um relógio no local onde o seu filho estuda e definam o tempo para a realização dos trabalhos de casa. 
 
8. Oferecer uma ajuda sempre que preciso, mas lembrar que a responsabilidade é deles
Esteja disponível para ajudar. Mas note que estar disponível para ajudar não é fazer o trabalho de casa pela criança. A realização dos TPC, ainda que com a supervisão do adulto, deve ser da responsabilidade da criança. Com as crianças mais pequenas pode ser útil ajudá-las a definir uma “agenda” das tarefas que têm para fazer e, em seguida, sentar-se perto delas, a fazer uma actividade sua, como ler um jornal, para que mais facilmente possa dar resposta a alguma questão. 
 
9. Dar orientações e não respostas concretas 
No caso de identificar que surgem dificuldades, deixe-o resolver para que se sinta mais confiante, mas fique por perto e ajude-o a pensar como ultrapassar, que recursos pode utilizar para conseguir realizar o exercício. Em resposta às dúvidas, ofereça orientações e não respostas concretas.
 
10. Cuidado com as correcções
Confirme que os TPC são realizados, evitando esquecimentos recorrentes. Mas, lembre-se que confirmar a realização dos trabalho não é corrigi-los. A criança também precisa de errar para melhor compreender as suas forças e as suas dificuldades. E na escola, com os professores, terá oportunidade de corrigir os seus trabalhos e verificar o produto do seu esforço. Esta dica é válida tanto para quando os TPC são realizados em casa ou em contexto de centro de estudos. 
 
11. Estimular a autonomia
À medida que a criança cresce e progride no seu percurso escolar, estimule a sua autonomia, também no que às tarefas escolares diz respeito, mas mantendo o seu interesse por acompanhar as aprendizagens do seu filho.
 
12. Motivar sempre. E elogiar. Muito.
Seja um motivador. Demonstre interesse pelas aprendizagens do seu filho, pergunte por fichas, testes ou trabalhos. Dê encorajamento. E elogie o trabalho realizado e os esforços demonstrados.

Timor-Leste | recolha de Livros para Baucau